O diagnóstico das doenças do miocárdio está aumentando sobremaneira na prática cardiológica, tendo, como via comum final, a insuficiência cardíaca, cujas taxas de crescimento atingem níveis epidêmicos no Brasil e no mundo. Um dos motivos que contribuem para esse maior número de casos diagnosticados é a melhora dos métodos específicos para a investigação das cardiomiopatias, em especial a ressonância magnética cardiovascular (RMC).
A avaliação cardiovascular precoce e constante se faz cada vez mais necessária. Se, por um lado, a prevalência se mantém elevada, por outro, os métodos diagnósticos não invasivos experimentaram enorme avanço, tendo tido notável impacto na melhor compreensão dos múltiplos aspectos da fisiopatologia cardiovascular e na abordagem das cardiopatias. Essa evolução, entretanto, implica a integração dos dados obtidos pelas diferentes técnicas.
A associação de novos métodos de investigação diagnóstica com provas de esforço definitivamente se configura como ferramenta de relevância no seguimento de portadores de doenças cardiovasculares e de indivíduos saudáveis. Feita na esteira ou na bicicleta, a ergoespirometria está indicada em diversas situações clínicas por revelar os ajustes cardiovasculares e respiratórios desencadeados pelo exercício.
As imagens funcionais contribuem para a localização do foco epiléptico e podem ser adquiridas tanto pela tomografia por emissão de fóton único (Spect), que utiliza um traçador de perfusão sanguínea cerebral, a etilenodicisteína dietiléster marcada com tecnécio-99m, quanto na tomografia por emissão de pósitrons associada à tomografia convencional, que emprega a fluordeoxiglicose marcada com flúor-18, cuja captação reflete o metabolismo glicolítico.
O vídeo-EEG está indicado para a investigação de casos suspeitos de epilepsia em que o eletroencefalograma de rotina não permite uma conclusão, servindo ainda como auxiliar no diagnóstico e na classificação dos eventos súbitos. Além disso, possibilita a realização de uma análise pormenorizada dos fenômenos clínicos no decorrer das crises, correlacionando-os com mudanças concomitantes no traçado do EEG.
A monitorização dos níveis séricos dos antiepilépticos traz uma maior racionalidade a seu uso, permitindo avaliar a adesão do paciente ao tratamento, comprovar a existência de toxicidade decorrente de níveis séricos elevados, surpreender interações com outros medicamentos e averiguar se os teores sanguíneos da droga se acham dentro da chamada faixa terapêutica.
A epilepsia é uma doença crônica que tem múltiplas etiologias e se caracteriza por crises epilépticas recorrentes. Há muito se sabe que fatores genéticos e ambientais contribuem para sua ocorrência, com peso que varia de paciente para paciente. Raramente, porém, essas manifestações apresentam características clínicas e eletroencefalográficas que possibilitem levantar, de modo isolado, a suspeita de uma dessas doenças.
Usando um análogo da glicose, a fluordeoxiglicose (FDG), o método consegue fazer um mapeamento de corpo inteiro à procura de áreas com aumento do consumo de glicose. Essa característica torna o PET/CT muito útil na investigação e no acompanhamento de doenças malignas da tiróide.