O desenvolvimento tecnológico das últimas décadas possibilitou imensas mudanças na propedêutica materno-fetal. Cardiotocografia, perfil biofísico e dopplervelocimetria estão entre os exames usados para diagnosticar precocemente os distúrbios de oxigenação nos casos indicados.
Os procedimentos invasivos, que chegam aos anexos fetais para a coleta do material adequado ao estudo cromossômico, ainda são os únicos métodos que descartam ou confirmam algumas alterações genéticas sugeridas no rastreamento – e hoje extrapolam essa função.
23/12/2009 8h44 em Vídeocast
O custo das doenças crônicas é o grande desafio de saúde do século XXI. Isso decorre do aumento da expectativa de vida da população e da mudança de hábitos de vida que foram se modificando com a urbanização e com o progresso, e levaram ao crescimento de condições como hipertensão, diabetes, entre outras. Veja nessa explanação o impacto das principais doenças crônicas no nosso país e a melhor forma de gerenciá-las.
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O método apresenta elevada sensibilidade no estadiamento inicial de pacientes de alto risco, sobretudo na detecção de metástases viscerais, em tecidos moles profundos e em linfonodos, por conta de sua capacidade de detectar aumento da utilização de glicose nas lesões, o que ocorre geralmente antes das alterações morfológicas apontadas pelos recursos diagnósticos convencionais.
Sintomas e alterações em exames específicos denunciam incapacidade do ventrículo. O ecocardiograma tem papel preponderante no diagnóstico, no acompanhamento de portadores e na definição terapêutica da condição.
Aliados do trabalho do médico, os programas de gestão de doenças crônicas ajudam a manter a aderência aos tratamentos prescritos, contribuindo para reduzir o impacto desses males, que respondem por 60% de todas as mortes no Brasil.
O diagnóstico do melanoma se tornou bem mais sensível e específico com o surgimento da dermatoscopia, um método próprio da especialidade que consiste na busca de lesões cutâneas suspeitas com o auxílio de um dermatoscópio.
A presença de mutações no gene p16, também conhecido como CDKN2A e localizado no cromossomo 9p21, está associada a cerca de 40% dos casos herdados do melanoma. Já é possível realizar um teste genético para a detecção dessas alterações.
A utilização da toxina botulínica foi um marco no tratamento clínico e minimamente invasivo da hiper-hidrose, distúrbio caracterizado por suor excessivo, que afeta cerca de 1% da população, especialmente entre adolescentes e adultos jovens.
O Colégio Americano de Medicina do Esporte (ACSM) define sedentarismo como uma prática de atividades físicas leves inferior a 150 minutos por semana, de acordo com as recomendações atuais, para a população entre 18 e 60 anos. A meta para se ter manter a saúde corresponde a um gasto energético entre 450 a 750 equivalentes metabólicos (METs) por semana.
Aquele paciente sedentário finalmente aderiu a um programa de condicionamento físico? Não se assuste com os resultados da próxima avaliação laboratorial que ele fizer. A prática de exercícios pode induzir a elevação das atividades enzimáticas da creatinoquinase, desidrogenase láctica, aldolase e aspartato aminotransferase, além da mioglobina.
Apesar de haver algumas lesões de acesso mais difícil pela artroscopia, não existe uma contraindicação formal para o emprego da técnica, que pode ser realizada em ambiente de hospital-dia, com alta no mesmo dia ou em menos de 24 horas. A exceção fica por conta dos pacientes com condições clínicas desfavoráveis ou com risco cirúrgico aumentado.
O desempenho de um atleta profissional ou mesmo de um iniciante no esporte depende de uma alimentação apropriada, que prepare o corpo para suportar o esforço. Por isso, outro ponto de relevo na avaliação pré-participação esportiva está no acompanhamento nutricional, que deve considerar a modalidade esportiva e a intensidade e duração dos exercícios.
Do ponto de vista musculoesquelético, a avaliação do esportista exige exame clínico, com análise do aparelho locomotor. As diferentes fases da marcha devem ser observadas, assim como o comprimento dos membros inferiores. A verificação funcional de flexibilidade, da mensuração da amplitude articular e da quantificação da força muscular complementam a avaliação.
Como é possível ter certeza de que, por trás da aparência de saúde impecável, não há um coração frágil? A Associação Americana do Coração recomenda uma avaliação clínica caprichada em três frentes que, combinadas, podem dar o sinal verde para a atividade física ou acender luz amarela para o aprofundamento da investigação.
Um diagnóstico correto pode, por um lado, prevenir alguns atletas da morte súbita e, por outro, liberar a maioria para a prática esportiva. O eletrocardiograma de repouso, a história clínica do paciente e seus antecedentes familiares, além do exame físico, são suficientes para identificar quem apresenta maior risco e, portanto, necessita realizar exames complementares.
Para eliminar seu possível grau de subjetividade, a análise morfológica das células sanguíneas conta com sistema informatizado, acoplado a um microscópio automatizado. Além de melhorar a eficiência técnica e a consistência dos resultados, o equipamento oferece a possibilidade de utilização das imagens para fins educacionais.
Quando os exames gerais não explicam a ocorrência da condição, convém pensar também em doenças hematológicas neoplásicas como a leucemia eosinofílica crônica, que hoje conta com boas possibilidades terapêuticas. Para tanto, há necessidade de analisar a medula óssea por meio de testes específicos.
O método tem particular utilidade no estadiamento neoplásico da doença, mesmo após tratamento, visto que permite uma avaliação não invasiva de corpo inteiro. Também é eficaz no controle terapêutico, já que pode ser realizado precocemente após o início da terapia, permitindo assim eventuais ajustes ou mudanças na conduta.
A citomorfologia, a imunofenotipagem e a citogenética compõem a tríade clássica da abordagem multifacetada indispensável ao diagnóstico das leucemias linfoides agudas (LLAs). A detecção de anormalidades por FISH e a ampliação do painel de marcadores imunofenotípicos, no entanto, melhoram a estratificação prognóstica e ajudam a identificar a doença residual pós-tratamento.