A narcolepsia sempre deve ser lembrada diante de sonolência importante. Apesar de pouco frequente na faixa etária pediátrica, em 20% dos casos o problema começa antes dos 10 anos. A síndrome de Kleine-Levin (SKL), por sua vez, é marcada por episódios de sonolência recorrente. Na forma típica, a criança apresenta hipersonia, hiperfagia, alterações psíquicas e aumento de prolactina.
O sonambulismo é marcado por despertares parciais do sono não REM, com comportamentos motores estereotipados e automáticos, além de amnésia total. Já o terror noturno consiste em episódios de despertar parcial do sono não REM, nos quais a criança acorda subitamente, grita e senta-se com um fácies de pavor, acompanhado de intensas manifestações autonômicas. Nos despertares confusionais, por sua vez, a criança acorda parcialmente com fala arrastada, sudorese e comportamento inadequado, como choro inconsolável ou agressividade.
Com o desenvolvimento da ciência médica e o surgimento de novos exames diagnósticos, sobretudo a polissonografia, a relação entre obesidade e distúrbios do sono começou a se tornar mais clara até o reconhecimento e a descrição da síndrome da apneia obstrutiva do sono (Saos). O excesso de peso corporal tem grande influência na fisiopatologia da Saos, na medida em que o acúmulo de gordura na região da faringe, além de causar estreitamento de sua luz, altera as propriedades físicas da região, favorecendo um maior colapso.
A síndrome das pernas inquietas (SPI) é uma alteração sensório-motora com aspectos neurológicos que afeta, sobretudo o sono e a qualidade de vida da criança ou do adolescente. O distúrbio rítmico do movimento – também conhecido como jacta tio capitães noturnas –, por sua vez, caracteriza-se por movimentos repetitivos que envolvem o segmento cefálico e cervical, raramente persistindo após os quatro anos de idade.
Pelo menos três marcadores séricos de infecção fúngica invasiva vêm sendo extensamente estudados para que se tornem ferramentas para avaliar a indicação de terapia antifúngica para neutropênicos febris. Entre eles estão o DNA do Aspergillus, identificado por PCR em tempo real, e dois antígenos da parede celular dos fungos, detectáveis por ensaios sorológicos: a β-(1,3)-D glucana e a galactomanana, esta última já disponível comercialmente em nosso meio.
É possível isolar as espécies de Candida nos meios empregados usualmente em hemoculturas para bactérias aeróbias. Contudo, na suspeita dessa etiologia, a coleta de sangue em balões específicos para fungos aumenta a sensibilidade para a recuperação de Candida não albicans, como C. glabrata. Indivíduos que usam fluconazol profilaticamente apresentam incidência aumentada de candidemia por essa espécie, que tem sensibilidade reduzida à droga.
A imunossupressão decorrente de neoplasias sólidas ou hematológicas, e também de seu tratamento, aumenta o risco de complicações respiratórias durante um episódio de gripe. A doença aguda grave causada pelo influenza é mais frequente na população imunossuprimida, em virtude das alterações de imunidade, tanto no microambiente da mucosa respiratória quanto na resposta sistêmica.Assim sendo, recomenda-se que todos esses pacientes sejam vacinados anualmente contra o influenza, estejam ou não em tratamento.
Recentemente, a PCR em tempo real para CMV mostrou-se igualmente útil à antigenemia para a constatação de infecção ativa. A técnica é bem mais sensível e, por ser realizada no plasma, não depende da contagem de neutrófilos. Por outro lado, tal sensibilidade requer uma avaliação cuidadosa do significado clínico de resultados com baixa carga viral, que, por vezes, podem não estar associados a sintomas relevantes.